Dicas de limpeza para afastar o coronavírus da sua casa

O país está em estado de alerta com a confirmação do primeiro caso de Covid-19. No entanto, não há motivos de pânico. Nesse momento, o ideal é ficar atento às orientações dos especialistas para se prevenir e afastar o vírus.

O que você precisa saber é que algumas medidas caseiras podem auxiliar nessa prevenção. A primeira, e importante, dica é que esse novo coronavírus pode ser morto com produtos de limpeza desinfetantes, como álcool 70%, água sanitária e até mesmo a simples mistura de água e sabão.

Por esse motivo, é de grande importância lavar com frequências as mãos e o pulso, com água e sabão, ou mesmo com álcool em gel. Você pode optar pela mistura de álcool e água sanitária para limpar todas as superfícies .

Além desse hábito, fizemos um compilado de dicas de limpeza para a sua casa para você se prevenir de gripes e resfriados. Claro, essas dicas também são válidas para preparar a sua casa contra a chegada do coronavírus.

1. Lave cobertores, travesseiros e toalhas de uso comum

É fundamental lavar os cobertores e travesseiros de uso comum pelo menos uma vez por mês e limpar o sofá, utilizando um aspirador ou um paninho com vinagre.

Além disso, as toalhas, principalmente as de mão, compartilhadas no banheiro, também devem ser lavadas, pelo menos uma vez por semana. Os germes adoram o ambiente úmido e quente do banheiro e podem permanecer vivos na toalha por várias horas.

2. Desinfete o seu telefone celular

Por mais inofensivo que pareça, o telefone celular é um dos itens mais sujos, mais até que uma sola de sapato, se considerarmos a quantidade de germes e bactérias que podem estar presente nesse tipo aparelho.

O calor provocado pela bateria do celular e a umidade da boca do usuário do aparelho resultam em um ambiente perfeito para a multiplicação dos germes, por isso é muito importante que a limpeza do telefone seja realizada freqüentemente. Para isso, utilize um pano umedecido com álcool isopropílico, ideal para a limpeza de aparelhos eletrônicos por conter menos de 1% de água.

3. Limpe o teclado do computador

Outro aparelho eletrônico que pode contribuir para a disseminação dos germes é o teclado do computador, principalmente se ele for partilhado entre os familiares ou no escritório. Para retirar a sujeira que se acumula entre as teclas, utilize um secador de cabelo e para desinfetá-las, assim como para o celular, faça uso de um pano umedecido com álcool isopropílico e lembre-se de incluir essa tarefa na sua rotina diária.

4. Lave os brinquedos das crianças

Para ajudar a prevenir quaisquer gripes e resfriados nas crianças, é essencial que os brinquedos sejam lavados sempre. Até os brinquedos de borracha utilizados durante o banho devem ser limpos constantemente. Para fazer isso de maneira eficaz, basta esfregá-los com bucha e sabão ou então limpá-los com um pano umedecido com vinagre.

5. Limpe a casa com desinfetantes

Sugerimos também que os pontos da casa onde todas as pessoas colocam a mão, como as maçanetas das portas, os interruptores de luz e a porta da geladeira, sejam limpos todos os dias. Basta utilizarmos um pano umedecido com desinfetante. É importante lembrar que esse pano também deve ser lavado sempre para evitar o acúmulo de sujeira.

 

Fonte do texto: Dicas de Mulher

 

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Ártico derrete polvilhado por microplásticos

Já fizemos matéria mostrando a patética ‘chuva’ de micropláticos que vem da atmosfera. Pois agora descobriram que as geleiras do Ártico estão poluídas pelo material. O Ártico derrete, e é ‘polvilhado’ por mínimas partículas de plástico. Não à toa, a região polar não sai da mídia. Seja por seu acelerado derretimento, seja agora por mais esta ‘contribuição’ humana.

Investigando a crise climática na Passagem do Noroeste

Esta mítica rota marítima, a Passagem do Noroeste, estava na rota de uma expedição científica que investigava o derretimento da calota polar. A expedição, financiada pela Fundação Nacional para a Ciência dos Estados Unidos e pela Heising-Simons Foundation, navegava pela passagem e usava também um helicóptero para chegar em campos de gelo e retirar amostras. A equipe perfurou 18 blocos de gelo e encontrou as partículas, que também foram vistas flutuando no oceano. Segundo reportagem de Matthew Green, da agência Reuters, “O plástico se destacou tanto na abundância quanto na escala”, disse Brice Loose, oceanógrafo da Universidade de Rhode Island e cientista chefe da expedição, o Projeto da Passagem Noroeste.

O derretimento do Ártico visto pela NASA

Todos os anos, o gelo marinho flutua ao longo das estações, crescendo no inverno e encolhendo no verão. Este ano, o gelo marinho do Ártico atingiu seu máximo anual em 13 de março de 2019. Não foi um recorde de baixa, mas continuou a tendência de declínio do máximo e mínimo de gelo do mar.

O Ártico derrete, e polvilhado por microplásticos: ‘um soco no estômago’

Quando olhamos de perto e vimos que está tudo muito, muito visivelmente contaminado quando você olha com as ferramentas certas. Aquilo foi um pouco como um soco no estômago”, disse Strock à Reuters.

Lancaster Sound

É um trecho isolado do Ártico Canadense. Os pesquisadores achavam que suas águas estavam protegidas da ‘sopa de plástico’. Puro engano. Foi deste local que retiraram água, e depois comprovaram sua contaminação. Brice Loose, oceanógrafo, Universidade de Rhode Island, e cientista chefe da expedição declarou:

Pela primeira vez na história, foram encontradas partículas concentradas em amostras de gelo, e água, do Ártico canadense. Pudera, ele está em todos os lugares, até no Ponto Nemo foram encontradas amostras de água contaminada.

Ártico bate recorde de microplástico no gelo em 2018

Estudo realizado por pesquisadores do Instituto Alfred Wegener, do Centro Helmholtz de Pesquisa Polar e Marinha (AWI), publicado em 24 de abril de 2018 na revista Nature Communications, dava conta do triste recorde. Amostras com até 12.000 partículas microplásticas por litro (aproximadamente um quarto) de gelo marinho confirmaram as suspeitas.

Os tipos encontrados em 2018

Os pesquisadores descobriram um total de 17 tipos diferentes de plástico no gelo do mar, incluindo materiais de embalagem, como polietileno e polipropileno, mas também tintas, nylon, poliéster e acetato de celulose; o último é usado principalmente na fabricação de filtros de cigarro. Em conjunto, estes seis materiais representaram aproximadamente metade de todas as partículas de microplástico detectadas. A novidade é que agora sabe-se que ‘chove’ plástico no Ártico, e que as águas canadenses também estão contaminadas. Mérito de nossa geração!

Fontes: https://extra.globo.com/noticias/mundo/em-soco-no-estomago-cientistas-encontram-micro-plasticos-no-gelo-do-artico-23877656.html;https://earthsky.org/earth/record-concentration-microplastic-arctic-sea-ice; https://noticias.r7.com/tecnologia-e-ciencia/os-microplasticos-estao-se-acumulando-no-gelo-do-artico-14082019;

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Brasil é o 4º maior produtor de lixo plástico do mundo e recicla apenas 1%

O Brasil é o 4º maior produtor de lixo plástico do mundo, atrás apenas de Estados Unidos, China e Índia. O país também é um dos menos recicla este tipo de lixo: apenas 1,2% é reciclado, ou seja, 145.043 toneladas.

Os dados são do estudo feito pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF, sigla em inglês). O relatório “Solucionar a Poluição Plástica – Transparência e Responsabilização” será apresentado na Assembleia das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEA-4), que será realizada em Nairóbi, no Quênia, de 11 a 15 de março.

Veja os números:

  • Brasil produz 11.355.220 milhões de toneladas de lixo plástico por ano
  • Cada brasileiro produz 1 kg de lixo plástico por semana
  • Somente 145.043 toneladas de lixo plástico são recicladas
  • 2,4 milhões de toneladas de plástico são descartadas de forma irregular
  • 7,7 milhões de toneladas ficam em aterros sanitários
  • Mais de 1 milhão de toneladas não é recolhida no país

O Brasil é um dos países que menos recicla no mundo ficando atrás de Yêmen e Síria e bem abaixo da média mundial que é de 9%. Dentre os maiores produtos de lixo plástico, é o que menos recicla.

Países maiores produtores de lixo plástico no mundo — Foto: WWF

Países maiores produtores de lixo plástico no mundo — Foto: WWF

“O fato de o Brasil está no 4º lugar como gerador de lixo plástico do mundo e reciclar somente 1% é resultado da falta de políticas públicas adequadas que incentivem a reciclagem em larga escala”- Anna Carolina Lobo, coordenadora do Programa Mata Atlântica e Marinho do WWF-Brasil.

“Mas também da adoção de um trabalho conjunto com indústrias para desenvolver novas tecnologias, como plásticos de uso único ou plásticos recicláveis, ou substituir o microplástico de vários produtos. Além da própria sociedade enquanto consumidora porque podemos mudar o cenário de acordo com nossas atitudes do dia a dia”, explica Lobo.

Segundo a ONG, a poluição pelo plástico afeta a qualidade do ar, do solo e sistemas de fornecimento de água, já que o material absorve diversas toxinas e pode levar até 100 anos para se decompor na natureza.

Plástico: descarte irregular ameaça oceanos e ecossistemas — Foto: Pixabay

Plástico: descarte irregular ameaça oceanos e ecossistemas — Foto: Pixabay

O que fazer com tanto plástico?

Dentre as possíveis soluções estão a destinação correta, a reciclagem e a diminuição da produção de lixo plástico. O brasileiro produz, em média, 1 kg de lixo plástico por semana, uma das maiores médias do mundo.

Soluções como o banimento de canudinhos e descartáveis são boas iniciativas, mas o trabalho precisa ir além da proibição. Para Lobo, é importante reconhecer e valorizar esses projetos de lei, mas é preciso um trabalho com os estabelecimentos comerciais para que eles não continuem ofertando produtos plásticos e com o consumidor para que faça o descarte corretamente.

Para ela, os entraves no Brasil para uma taxa mais alta de reciclagem e descarte correto do lixo são muitos e passam por diferentes fatores: “Se a gente pensar que nem saneamento básico chegou para todo mundo, imagina a reciclagem. Tem também a falta de estrutura para fazer coleta seletiva em larga escala e a questão da educação ambiental de fazer a separação do lixo. E falta também uma conscientização por paste das empresas de que elas precisam ser responsáveis pelo produto durante todo o ciclo de vida”.

Uma das ideias possíveis e mais baratas a curto prazo é voltar com o uso de embalagens retornáveis, como anunciado pelas gigantes da indústria alimentícia Coca-Cola e a Pepsico, que já testam em alguns países o serviço.

Plástico nos oceanos

Sem a destinação adequada, boa parte dos resíduos plásticos acabam nos oceanos. Segundo o relatório da WWF, o volume de plástico que chega aos oceanos todos os anos é de aproximadamente 10 milhões de toneladas, o que equivale a 23 mil aviões Boeing 747 pousando nos mares e oceanos todos os anos – são mais de 60 por dia.

Neste ritmo, até 2030, encontraremos o equivalente a 26 mil garrafas de plástico no mar a cada km2.

“De todo lixo encontrado no litoral brasileiro, a maior parte é plástico. Esse verão do fim de 2018/início de 2019 foi o recordista de animais mortos na costa brasileira- principalmente no litoral de São Paulo- e boa parte dos grandes mamíferos tinham plástico em seus estômagos”, disse Anna Carolina Lobo, da WWF.

FONTE: https://g1.globo.com/natureza/noticia/2019/03/04/brasil-e-o-4o-maior-produtor-de-lixo-plastico-do-mundo-e-recicla-apenas-1.ghtml

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Conheça a 1ª loja do Brasil que vende apenas produtos livres de plástico

Depois das sacolinhas plásticas, os canudos são a nova moda (do bem!) daqueles que buscam reduzir seu impacto no meio ambiente. Mas a verdade é que, para além das sacolinhas e canudos, uma infinidade de artigos plásticos fazem parte do nosso dia a dia – e impactam o planeta em que vivemos.

Ajudar as pessoas a reduzirem, como um todo, o uso de plástico em suas rotinas é o propósito da loja Mapeei – Uma Vida sem Plástico, que – como o próprio nome diz – mapeia artigos livres de plástico que podem ser substituídos por aqueles convencionais que usamos no dia a dia.

Com a bandeira de ser a primeira loja do Brasil a comercializar apenas produtos livres de plástico, a iniciativa vende escovas de dente de bambu, copos dobráveis de silicone, canudos de metal e vidro, atoalhados para remoção de maquiagem, marmitas de inox, sacolas de pano, cosméticos em barra, panos encerados que substituem os plásticos insulfilm na hora de cozinhar e mais uma porção de artigos que (juro!) você vai pirar.

Vale muito a visita! Idealizada pela empreendedora Lívia Humaire, a iniciativa funciona em uma galeria no centro de São Paulo, de quarta a sábado. O endereço é: Rua Augusta, 1524, Loja 19. Dá um pulo e depois conta pra gente o que achou!

Ah! E para aqueles que não são de São Paulo e tão pouco tem uma visita agendada à cidade, fica a boa notícia: em breve, a Mapeei – Uma Vida sem Plástico promete virar também um e-commerce para atender a todo o país. Aí sim!

Foto: Divulgação

Fonte: https://thegreenestpost.com/conheca-a-1a-loja-do-brasil-que-vende-apenas-produtos-livres-de-plastico/?amp

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Escolas do Reino Unido pretendem proibir uso de plásticos até 2022

Da queda de vendas de sacolas plásticas em 86% à Rainha Elizabeth abandonando o uso de canudos plásticos, a batalha contra a poluição marinha por plásticos tem progredido em muitas frentes no Reino Unido.

Agora, a Business Green relata que o governo abriu uma nova frente de batalha, encorajando as escolas a abolir o uso de plásticos descartáveis até 2022. Segundo o relatório, algumas escolas já estão no caminho certo – tomando decisões estratégicas com seus fornecedores, como troca de embalagens Tetra Pak de uso único (feitas com palha de plástico) para recipientes recicláveis ​​e copos reutilizáveis.

Com esperança, pelo menos para as séries mais jovens, esses movimentos também significarão uma escalada da guerra contra o glitter (brilho). Não só ajudariam a reduzir a quantidade de micro plásticos a caminho da pia do banheiro para o mar aberto, mas também poupariam a sanidade dos pais quando desempacotarem as mochilas dos filhos e admirarem suas artes e ofícios feitos na escola.

Quem disse que o ambientalismo não é uma proposta onde todos saem ganhando?

Foto: Pixabay/MonaL66