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Empresa cria composteira automática que transforma resíduos em adubo em 24 horas

A prática de atitudes sustentáveis tem se tornado cada vez mais popular não só entre pessoas como também entre os pequenos negócios. Em pesquisa realizada pelo Sebrae em 2018, notou-se que 93% dos empreendimentos estão comprometidos com a sustentabilidade. No entanto, apenas 29% possuem hábitos sustentáveis planejados dentro de sua companhia.

Ou seja, ainda é difícil manter práticas constantes em favor do planeta. O motivo para isso é, muitas vezes, devido à demora e ao dinheiro necessários para realizar a empreitada.

Algumas empresas, no entanto, vêm criando novas formas de manter-se amigo do meio ambiente sem que seja preciso um grande investimento de tempo.

É o caso da WLabs, braço tecnológico da multinacional Whirpool, que acaba de criar a composteira automática Zera Food Recycler. A máquina promete reduzir o lixo orgânico em dois terços de seu montante original por meio de um processo totalmente automatizado.

Tudo isso em um processo que dura no máximo 24 horas. Após utilizar oxigênio, umidade, calor e agitação mecânica para acelerar a decomposição de uma semana de resíduos alimentares, o aparelho produz um fertilizante seco que pode ser utilizado em diversos tipos de jardins.

Zera Food Recycler (Foto: Divulgação)

É possível inserir resíduos de carne e laticínios e a empresa ainda fornece um aditivo para auxiliar na compostagem rápida dos restos alimentares feito de bicarbonato de sódio e fibra de coco.

Para funcionar, é preciso ligar o aparelho na tomada. Além disso, é possível controlá-lo remotamente pelo celular e saber mais informações sobre o Zera, como o estado do filtro e o estágio de compostagem dos resíduos.

Para comprar o aparelho, é preciso entrar no site da empresa e desembolsar US$ 1199 (R$ 4504). Lá, também é possível comprar o refil para filtro e mais pacotes de aditivos do produto.

Fonte: revistapegn.globo.com

Por que a maioria das pessoas não se importa com problemas ambientais?

As pessoas se importam com questões de sustentabilidade? Como educadora e engenheira ambiental, essa é uma pergunta recorrente em minha cabeça. E tenho certeza que se você está lendo este artigo, já se perguntou isso também.

Fazendo uma rápida busca por pesquisas realizadas sobre o tema, vemos indícios que sim, as pessoas se importam com questões relacionadas ao meio ambiente no Brasil.  Uma pesquisa realizada em 2012 pelo Ministério do Meio Ambiente aponta, por exemplo, que 82% das pessoas discordam da seguinte frase: “O conforto que o progresso traz para as pessoas é mais importante do que preservar a natureza” e esse índice veio crescendo desde 1997, quando eram apenas 67%. Em 2018, o “meio ambiente e riquezas naturais” apareceu como maior orgulho nacional para o brasileiro em pesquisa realizada pelo IBOPE e WWF.

Porém, existe uma diferença clara entre o discurso e a prática. Falar que se importa é uma coisa, mas de fato ter uma mudança de comportamento é outra história. Somos um dos países com maiores índices de desmatamento, reciclamos menos de 5% dos nossos resíduos e elegemos governos com claro descaso por questões ambientais.

Se as pessoas dizem se importar, por que não agem e cobram devidamente?

O ser humano prioriza problemas imediatos.

As mudanças climáticas, por exemplo, parecem algo muito distante do presente e acabam não representando uma ameaça factível para muitos.

Desconexão com a natureza.

Cuidamos apenas daquilo que conhecemos e temos vínculo. Quanto mais distantes do meio natural, menos as pessoas se importam com sua preservação e conservação.

A população não tem conhecimento suficiente.

Conhecimento é diferente de informação. Enquanto a informação está cada vez mais acessível, ainda não está claro para muitos os reais desafios, causas, consequências e possibilidades de soluções.

Muitos não sofrem ou percebem diretamente as consequências.

O problema do plástico no oceano, por exemplo, despertou incômodo nas pessoas quando começaram a literalmente ver o lixo na praia e nas ruas de sua cidade.

É mais trabalhoso sair da zona de conforto.

Como seres vivos otimizamos ao máximo nosso gasto de energia e por isso priorizamos aquilo que nos é mais fácil e cômodo.

Sistema baseado em crenças e valores insustentáveis.

Ganância, individualismo, egoísmo, medo, impotência e desconexão ainda são valores presentes em nossa sociedade e base para nosso modo de vida, gerando crenças, comportamentos e culturas insustentáveis.

desafio é complexo, mas um dos principais papéis da educação para sustentabilidade é, justamente, compreender as causas da distância entre o discurso e a prática e traçar estratégias para minimizá-las. Também é papel da educação para sustentabilidade aproximar as pessoas da natureza; facilitar práticas e soluções para que as pessoas se desafiem a sair de sua zona de conforto; fortalecer valores humanos como cooperação, respeito e solidariedade; levar a informação de maneira mais clara e convidativa; e gerar mais empatia e conexão entre aqueles que causam e os que hoje começam a sofrer as consequências.

Fonte: http://autossustentavel.com

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ONG constrói barreira para filtrar plástico de região do Oceano Pacífico

Sediada na Holanda, a organização não-governamental The Ocean Cleanup busca remover a poluição por plástico presente em um região conhecida como Grande Ilha de Lixo do Oceano Pacífico. Para isso, a instituição criou uma enorme barreira mecânica para “filtrar” a poluição com a ação da própria correnteza do oceano.

Versões anteriores do sistema apresentavam falhas de funcionamento que deixavam o plástico escapar, mas a organização anunciou que o problema foi resolvido. Até agora, a barreira já reteve pedaços de plástico de todos os tamanhos.

Segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), dos Estados Unidos,  a poluição de plástico que afeta o Oceano Pacífico não é constituída somente de garrafas e copos de plástico boiando na superfície da água. Na verdade, a poluição se estende até o solo oceânico — e a maior parte do lixo é de microplásticos, partículas com dimensões de pouco mais de cinco milímetros.

Um estudo conduzido pela The Ocean Cleanup mostrou que o microplástico não boiava, mas normalmente ia diretamente para o fundo do oceano. Então pedaços de plástico maiores costumavam ficar acumulados na superfície.

Fonte: revistagalileu

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Sachês de chá podem liberar bilhões de microplásticos, diz pesquisa

Segundo pesquisadores do Canadá, é possível que uma única xícara de chá tenha bilhões de pequenas partículas de plástico

São Paulo – Ervas, especiarias e folhas são alguns dos vários ingredientes que as pessoas costumam usar no preparo do chá – plástico, no entanto, não está na lista. Uma pesquisa publicada na revista Environmental Science & Technology relatou que os saquinhos que envolvem os sachês de chá são responsáveis pela liberação de bilhões de microplásticos – de no máximo 5 milímetros – e plásticos de até 100 nanômetros diretamente na bebida.

Pesquisadores da Universidade McGill, no Canadá, utilizaram microscópios eletrônicos para analisar o conteúdo presente na água e nos saquinhos de chá. Os acadêmicos descobriram que cada sachê de chá liberava, sozinho, cerca de 11,6 bilhões de partículas de microplástico e 3,1 bilhões de nanopartículas de plástico na água que os indivíduos utilizavam para tomar chá. Embora a maioria dos sachês tenha a indicação de ser feita de seda, grande parte é constituída de plásticos químicos como nylon e tereftalato de polietileno (PET) – sendo que este último é o mesmo composto químico utilizado nas garrafas de água.

Fonte: exame.abril.com.br