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Alunos de direito promovem trote ecológico e limpam Campo de Santana

Estudantes da Faculdade Nacional de Direito (UFRJ) fazem limpeza do Campo de Santana durante o trote dos calouros Foto: Agência O Globo / Custódio Coimbra
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— A ideia inicial era promover um café da manhã para os moradores de rua no Campo de Santana. Mas, para evitar problemas com essas pessoas, que já sofrem tanto preconceito, resolvemos fazer um trabalho de limpeza no local. Os calouros recolheram entre 10 e 20 sacolas de 300 litros cada. Achamos até um computador e um vaso sanitário — disse.

Para a Fundação Parques e Jardins essa é uma iniciativa que deve ser replicada também por outras faculdades, em outros parques, mudando a cultura de trotes degradantes.

— Esperamos que alunos de outros estabelecimentos façam trotes mais conscientes, acabando com os trotes mais agressivos. Muito melhor é fazer um trabalho solidário, voltado para a ecologia. Esperamos mais “eco-trotes“ — contou Carlos Damasceno, assessor de imprensa da fundação.

Alunos de medicina da UFRJ fazem trote vexatório

Na terça-feira, os veteranos de medicina da UFRJ, um dos cursos mais prestigiados do país, rasparam a cabeça e jogaram tinta em alunos recém-chegados. Quem não quisesse participar era obrigado a pagar um multa de R$ 30 a R$ 40.

Ano passado, a Faculdade de Medicina abriu uma sindicância para investigar o trote, no qual calouros disseram ter sido obrigados a beber urina de veteranos, como mostrou reportagem do GLOBO. Meninas foram obrigadas a simular sexo oral. O chamado trote vexatório é proibido por uma lei estadual de 1996. Na última terça-feira, a equipe do jornal foi repreendida por estudantes, que não queriam fotos no local.

Isaac Navarro criticou a ação dos colegas da medicina. Para ele, trotes devem servir para aproximar os estudantes, criando laços de amizade, e não para humilhar.

— Eu acredito que infelizmente ainda exista esse tipo de trote entre nossos próprios companheiros da UFRJ, mas isso pode ser mudado. Com um pouco de diálogo a gente pode resolver esse problemas. O trote deve ser um acolhida aos calouros. Afinal, é muito difícil entrar em uma universidade pública no Rio de Janeiro.

Semana passada, o reitor da UFRJ, Carlos Levi, emitiu um memorando orientando as decanias a reforçar a proibição do trote vexatório. Levi afirmou que “tem-se assistido a algumas ações que em vez de integrar o aluno recém-aprovado o submete a situações constrangedoras”. A universidade pediu ainda para que calouros vítimas de trotes vexatórios relatem os casos no site da instituição.

Fonte: O Globo Rio

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